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Friday, December 22, 2006

Designer vai ganhar carteirinha?

Designer vai ganhar carteirinha. O que isso significa?22 de dezembro de 2006, 2:01
Se a profissão de designer for regulamentada, surgirão questões trabalhistas e de mercado muito grandes. Enquanto isso, a melhor carteira do designer é o seu portfolio e sua ética.
Por Claudio Martins
Há poucos dias atrás a ADG, Associação dos Designers Gráficos, resolveu que em 2007 seus associados terão uma carteira de identificação. Teremos enfim uma identificação? Qual será o propósito real? E até onde esta identificação poderá defender nossos interesses e os do próprio cliente?
A ADG se esforça, e muito. São 17 anos de existência. Ninguém fez mais que ela: de bienais a representações junto ao nossos políticos. Mas falta muito, inclusive conscientização do próprio designer e do cliente.
A falta de um melhor reconhecimento da profissão de designer se deve à massificação em torno do que é ser um designer, à falta de organização da própria classe e a facilidade oferecida ao usuário pelas ferramentas de “desktop publishing”.
Todo mundo tem cérebro e criatividade e hoje todo mundo é “designer”. Hair design, food designer, sound designer. Pensando bem, eles estão fazendo design, sim. Estão projetando, criando e trasformando algo em alguma coisa. No começo do século o livro Prison Notebooks , do marxista italiano Antonio Gramsci, previu que uma nova sociedade iria emergir. Uma sociedade “organicamente inteligente”. Essa sociedade usaria seus próprios recursos, habilidades e práticas, para produzir tudo de forma independente. E ainda: passar suas experiência para outros grupos. Disseminar.
Pensando dessa forma poderíamos afirmar que qualquer um é designer: eu decido que roupas vou usar, como vou decorar minha casa, eu faço o meu vídeo (youtube), eu faço meu cartão de visita ou meu logo. O design deixa de ser uma profissão ou uma disciplina e vira uma função social?
Design virou moda? Design é uma ciência físico-quântica-mecânica? É preciso transformar o design em um bicho de sete-cabeças e com um diploma da Pratt, do Art Center embaixo do braço, ou do ESDI, ou da PUC para bater no peito e bradar aos céus: “Sou um designer!”?
Sim e não. Imagine centenas de anos atrás com as nossas antigas disciplinas. As universidades começaram a surgir e as profissões já existiam. Sempre irá existir essas divergências em relação a formados, não-formados, e os “organicamente inteligentes”. A nossa profissão é recente. Não tem nem um século. Será que uma regulamentação me torna melhor? E o cliente quem ele vai escolher? E o empregador?
Mas essa história é velha. Todo mundo já conhece. Caso um dia a nossa profissão seja regulamentada, como serão os critérios de quem não possui formação? E de quem já possui, mas não tem experiência? Uma prova? Ou simplesmente daremos entrada a um CRD (Conselho Regional de Designers) de nosso estado, com o diploma? E quem não tiver? Dá pra entender a questão? É bem maior que se imagina. Envolve reformas trabalhistas. Envolve qualidade. São fatores complexos. A carterinha é bem-vinda. Mas enquanto o sexto projeto de lei (mais um) que regulariza a profissão, espera sua aprovação… a melhor carteira do designer é o seu portfolio e sua ética. Esse é o diferencial. [Webinsider]

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